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Feb. 6th, 2010

This is the end

Abri o envelope lilás com medo do que ia ler. Ultimamente ela havia sido curta e intensa nas correspondências, não trazia bons pressentimentos.
Peguei a carta um tanto amarrotada. Não por ter sido mal guardada, mas sim por ter sido muito manuseada. Eu podia vê-la abrindo-a e relendo o que havia escrito várias vezes, na incerteza de que tinha dito tudo e de que estava tudo certo.
Abri a carta. Passo a passo antes de ler, eu queria sentir oq ue ela havia sentido. Estava escrita a lápis... Minha pequena... Ela não queria que suas palavras fossem eternizadas, mesmo que escritas. Ambos sabíamos que nossas cartas eram só alternativa ao diálogo - já que este era um pouco impossível.
Ao ler, confirmei que meu medo era fundamentado. Uma carta que desde o "Bolinho" do destinatário (apelido que há muito não era lembrado) tinha ar de despedida. Mas a realidade era dura de encarar. Reli mais três vezes, só com os móveis do meu quarto como telespectadores das minhas lágrimas. Até que percebi aquela notinha no fim da página.
Um "P.S." que dizia tudo o que a carta fora feita para dizer. Um P.S. não seguido de eu te amo. Um Post Scriptum que eu tinha certeza que havia sido, sim, escrito algum tempo depois. Talvez alguns dias depois quando, depois de ler pela 17ª vez, ela achou que era melhor deixar bem explícito.
Aquele ps foi o nosso adeus. Sem porquê, sem mais. Foi só a concretização do que nós sabíamos que estava acontecendo. Nossa paixão estava esmaecendo, e o nosso amor ia sofrer demais com a distância.
E quando a carta não mais pudesse ser lida, o traço do lápis já tivesse se dissolvido no papel amassado demais... Eu ainda lembraria daquelas quatro palavras que seguiam o P.S.
Mesmo quando eu me apaixonasse novamente, e amasse tantas outras, eu ainda lembraria daquela minha grande paixão, do meu grande amor - que não acabou, mas teve seu fim em
PS: não me escreva mais.

Nov. 30th, 2009

(no subject)

- Antes que seja tarde demais... - ele sussurrou, o máximo que conseguia fazer deitado naquela maca há tanto tempo. - Eu nunca te disse... eu te amo. Desde sempre - e sorriu. Era o sorriso mais lindo que já conheci em toda minha vida, mesmo naquelas condições. Não lembro de querer outro pra animar minha vida quando tudo dava errado.
- Eu também te amo... mais do que você imagina - peguei em sua mão, sorrindo máximo que podia. Sabia que o choro estava preso em minha garganta, mas não conseguia... Era como se algo fosse mais forte que eu, e dissesse que eu tinha que ser a forte ali.
- Desculpe te deixar sozinha de novo - sua voz foi ficando mais fraca, seus olhos se fecharam. Em algum lugar eu sabia que tinha uma freqüência diminuindo e um rebuliço entre os enfermeiros acontecendo.
Eu não conseguia ter nenhuma reação... Senti mãos em meus braços, me pedindo pra sair. A agitação foi maior ainda, eu ouvia os choques e o apito constantes. Já não havia mais volta... Por que eles ainda tentavam?
Me soltei dos apertos e tropecei até a recepção. As lágrimas agora estavam livres sobre minha bochecha, eu as sentia molhando minha blusa.
Talvez a dor tenha sido maior por saber que a verdade era mesmo aquela que todos diziam, que éramos dois covardes com medo de arriscar. E arriscar teria sido nosso triunfo...
Um dia espero entender por que as coisas acontecem dessa forma. Por que o mundo é tão injusto e por que existem aqueles que não amam por medo de sofrer.

Mar. 21st, 2009

On my own

Deb vive numa redoma. ... )

Everybody needs some time... on their own
Don't you know you need some time all alone?

Mar. 19th, 2009

Fall to pieces

Algumas coisas machucam. É fato e é inegável. Sejam palavras, seja o silêncio, seja um olhar ou a falta dele. Mas o importante é manter a cabeça erguida e seguir em frente. Como lembrar disso?
Ou melhor, como esquecer aquilo. Aquele momento... parece simplesmente impossível.
Algumas pessoas se amam tanto e se machucam tanto. Ela sempre esteve lá pare ele, mas ele parecia não dar bola. Ele se foi, era um pouco tarde para perceber o quão importante ela era. Mas ela ainda estava lá para ele. Sempre esteve. Eles mais uma vez tentaram... e mais uma vez não deu certo. Era hora de desistir e tentar seguir em frente. Ele conseguiu, mas ela se prendeu ao passado e às memórias. Foi aí que eu cheguei.
... )

Comecei a achar que o texto anterior assusta.

Feb. 21st, 2009

Story of a Girl

Eu tenho um problema. Todos temos... Mas eu queria poder entender o meu.
Meu problema é que eu sou estranha. Todo mundo vive repetindo isso pra mim, mas ninguém realmente tem consciência do quão verdadeira essa afirmação é. Ninguém nunca pára e olha para mim, ou me observa por alguns instantes... Porque eu estou sempre voltando a atenção para o outro. Meus problemas não são importantes. Nunca foram.
E esse grande problema me gera outros.
... )

Love ya, dear L.

Feb. 17th, 2009

This is real, this is me.

É estranho quando, depois de um tempo, você começa enxergar a sua própria vida como uma história que você está escrevendo. De certa forma, está certo, mas não quando você substitui o seu pensamento de 'o que faz sentido?' por algo como 'eu vasculhava minha mente e memória atrás de algo que fizesse sentido'. Isso é irreal e absurdo.
Mas isso pode querer dizer outra coisa...
... )


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Dec. 3rd, 2008

Just for tonight


Com certeza você sabe aquilo que dizem sobre abrir as pernas na primeira noite. É, aquilo de que se você fizer isso o cara não vai te ligar depois, e coisas assim pra você amarrar ele. Mas é claro que isso só vale se você estiver amarradona.
Não é o meu caso.
... )

Sep. 11th, 2008

Better than this

O melhor de quando você escreve, desenha, compõe ou o que quer que seja, é que você pode ter o mundo nas mãos. Sentir todo aquele poder invadindo o seu corpo, saber que tudo depende de você e nada mais: do jeito que você quiser, será. É como já disse Renato Russo: se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
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War is over

Anos atrás, antes da guerra realmente começar... Quando eu ainda tinha meus amigos, e meus pais, e tudo o que era bom na minha vida, eu fui feliz. Mas a guerra destruiu tudo... "Milhares de vidas inocentes, famílias destroçadas..." pequenos clichês, mas como já dizia minha mãe: clichê é uma verdade que já cansou. E sim, essa é uma verdade, uma realidade, que já cansou... Cansei de lembrar que meus amigos, queridos amigos, se foram; que todos aqueles que eram especiais morreram por um mundo melhor, morreram esperando que um dia a paz voltaria a reinar.

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás

... )

Sep. 9th, 2008

Such a lonely day

Era sagrado. Desde 20 de novembro de 2003, todo dia 20 era nosso. Só nosso. Onde quer que nós estivéssemos, dia 20 nós estávamos juntos. Muitas vezes não fisicamente, já que nossos trabalhos não permitiam, mas sempre juntos.
No primeiro dia 20, uma aliança de prata. No terceiro, uma ligação de 5 horas acordadas e 3 horas dormidas. No sétimo, uma música. No décimo segundo, uma aliança de ouro. No décimo terceiro, um apartamento. No décimo sexto, uma festa, uma igreja, um vestido branco. No trigésimo, uma briga. E no trigésimo primeiro...... )

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