This is the end
Abri o envelope lilás com medo do que ia ler. Ultimamente ela havia sido curta e intensa nas correspondências, não trazia bons pressentimentos.
Peguei a carta um tanto amarrotada. Não por ter sido mal guardada, mas sim por ter sido muito manuseada. Eu podia vê-la abrindo-a e relendo o que havia escrito várias vezes, na incerteza de que tinha dito tudo e de que estava tudo certo.
Abri a carta. Passo a passo antes de ler, eu queria sentir oq ue ela havia sentido. Estava escrita a lápis... Minha pequena... Ela não queria que suas palavras fossem eternizadas, mesmo que escritas. Ambos sabíamos que nossas cartas eram só alternativa ao diálogo - já que este era um pouco impossível.
Ao ler, confirmei que meu medo era fundamentado. Uma carta que desde o "Bolinho" do destinatário (apelido que há muito não era lembrado) tinha ar de despedida. Mas a realidade era dura de encarar. Reli mais três vezes, só com os móveis do meu quarto como telespectadores das minhas lágrimas. Até que percebi aquela notinha no fim da página.
Um "P.S." que dizia tudo o que a carta fora feita para dizer. Um P.S. não seguido de eu te amo. Um Post Scriptum que eu tinha certeza que havia sido, sim, escrito algum tempo depois. Talvez alguns dias depois quando, depois de ler pela 17ª vez, ela achou que era melhor deixar bem explícito.
Aquele ps foi o nosso adeus. Sem porquê, sem mais. Foi só a concretização do que nós sabíamos que estava acontecendo. Nossa paixão estava esmaecendo, e o nosso amor ia sofrer demais com a distância.
E quando a carta não mais pudesse ser lida, o traço do lápis já tivesse se dissolvido no papel amassado demais... Eu ainda lembraria daquelas quatro palavras que seguiam o P.S.
Mesmo quando eu me apaixonasse novamente, e amasse tantas outras, eu ainda lembraria daquela minha grande paixão, do meu grande amor - que não acabou, mas teve seu fim em
PS: não me escreva mais.
Peguei a carta um tanto amarrotada. Não por ter sido mal guardada, mas sim por ter sido muito manuseada. Eu podia vê-la abrindo-a e relendo o que havia escrito várias vezes, na incerteza de que tinha dito tudo e de que estava tudo certo.
Abri a carta. Passo a passo antes de ler, eu queria sentir oq ue ela havia sentido. Estava escrita a lápis... Minha pequena... Ela não queria que suas palavras fossem eternizadas, mesmo que escritas. Ambos sabíamos que nossas cartas eram só alternativa ao diálogo - já que este era um pouco impossível.
Ao ler, confirmei que meu medo era fundamentado. Uma carta que desde o "Bolinho" do destinatário (apelido que há muito não era lembrado) tinha ar de despedida. Mas a realidade era dura de encarar. Reli mais três vezes, só com os móveis do meu quarto como telespectadores das minhas lágrimas. Até que percebi aquela notinha no fim da página.
Um "P.S." que dizia tudo o que a carta fora feita para dizer. Um P.S. não seguido de eu te amo. Um Post Scriptum que eu tinha certeza que havia sido, sim, escrito algum tempo depois. Talvez alguns dias depois quando, depois de ler pela 17ª vez, ela achou que era melhor deixar bem explícito.
Aquele ps foi o nosso adeus. Sem porquê, sem mais. Foi só a concretização do que nós sabíamos que estava acontecendo. Nossa paixão estava esmaecendo, e o nosso amor ia sofrer demais com a distância.
E quando a carta não mais pudesse ser lida, o traço do lápis já tivesse se dissolvido no papel amassado demais... Eu ainda lembraria daquelas quatro palavras que seguiam o P.S.
Mesmo quando eu me apaixonasse novamente, e amasse tantas outras, eu ainda lembraria daquela minha grande paixão, do meu grande amor - que não acabou, mas teve seu fim em